O Meu Silêncio
   



BRASIL, Nordeste, SOBRAL, Parque Silvana - I, Homem, de 26 a 35 anos, Portuguese, Spanish, Livros, Arte e cultura, Escrever e ler
Yahoo Messenger -
border=0
 
   Arquivos

19/09/2004 a 25/09/2004
22/08/2004 a 28/08/2004
01/08/2004 a 07/08/2004
25/07/2004 a 31/07/2004
18/07/2004 a 24/07/2004
11/07/2004 a 17/07/2004
04/07/2004 a 10/07/2004
27/06/2004 a 03/07/2004
20/06/2004 a 26/06/2004
13/06/2004 a 19/06/2004
06/06/2004 a 12/06/2004
23/05/2004 a 29/05/2004
16/05/2004 a 22/05/2004
25/04/2004 a 01/05/2004
 
border=0
Outros sites

 Sobral, Ce
 UOL SITES
 Mar da poesia
 Retalhos e Pensamentos
 Fragmentos
 UOL
 Associação Brasileira dos Químicos
 Plantaforma da Estação
 Vida em Parábola
 Ar de Amor
 Colcha de Retalhos
 Eventos de Sobral
 Tiago Pessoa
 Chico Sena
 Ser Somente Mulher
 Diana-Dru
 Loba Mulher
 Encantos


Votação
Dê uma nota para meu blog



border=0
 


Um poema de amor

Escrevi esta crônica no dia 23 de outubro de 1994. Faltavam dois meses para Déborah completar dois anos e eu já começava a perceber que não poderia exigir que a flor pudesse ter asas ou que falasse, como se isso fosse a única forma de ser feliz, pois descobri que um simples olhar de felicidade dela era suficiente para eu ser também. Então, se minha filha era feliz, o que mais eu poderia exigir mais de Deus ? E assim eu consegui ser muito mais feliz como ainda sou até hoje ao lado de Suelane e de nossas filhas: Déborah, nossa flor e Barbarah, de seis anos, nosso raio de luz. ______________________________________________________________________________________________ Criei um mundo só nosso. Abandonei sonhos antigos, renunciei a tudo. Nada mais fazia sentido a não ser lhe fazer feliz, Déborah. Procurei em livros respostas para as minhas perguntas, mas em nenhum deles consegui encontrar algo que pudesse preencher o vazio que crescia dentro do meu coração, por lhe ver tão distante de mim, mesmo estando ao meu alcance. Os dias para mim se passavam rápido, mas para você era como se tivesse parado, pois continuava, lentamente, tentando acompanhar o ritmo deste mundo tão longe do seu. Várias vezes refugiei-me num mundo imaginário, e nele eu lhe via correndo para me abraçar, chegando do colégio, com o rosto sujo de tinta pintado pelas tias; várias vezes me imaginei na obrigação de todo dia ir pegá-la na porta da escola, e só depois que a última criança saía eu voltava a realidade... E lá estava você indiferente a mim e aos seus intocáveis brinquedos, se esforçando para engatinhar alguns centímetros do chão, que pareciam léguas. E o que para muitos era rotina, para mim era um sonho, pois eu vivia num mundo só de fantasia, imaginando você correndo no lugar daquela criança que passava fazendo barulho na calçada; pensando ser você me pedindo a bênção aquela criança que mendigava no centro da cidade, estendendo a mão pedindo algo para comer. Vi sonhos nos seus olhos tão meigos, quando em silêncio, me acariciava com o olhar como se lesse os meus pensamentos, como se me pedisse para não abandoná-la um só instante. Talvez nem sabia que eu lhe pedia a mesma coisa, pois ao seu lado aprendi a ser feliz. Aprendi a sorrir com a simplicidade de apenas existir, e percebi o quanto são felizes os lírios do campo que se curvam, em agradecimentos, ao toque da mais leve brisa que lhe acaricia ao cair da tarde ou ao nascer do dia, mostrando-nos o quanto devemos ser gratos a Deus por nossa existência. Em cada sorriso seu eu percebi a esperança brilhar, brilhar no seu rosto tão singelo, como se pedisse desculpa por alguma coisa. Hoje você já nota a minha presença, talvez até distingue-me das outras pessoas, mas se não distinguir não importa. O importante é que já consegue me abraçar como eu sonhei um dia. Talvez sinta a minha ausência, mas se não sentir, não importa. O importante é que sorri para mim toda vez que me ver. Seria tão bom se corresse para os meus braços ao me ver chegar, mas se não consegue, não importa. O importante é que me espera sentadinha com um sorriso que torna-me feliz como nunca fui antes. Ah! Como eu queria que pudesse, mesmo que baixinho, e nem que fosse uma única vez, chamar-me de papai, mas se não consegue, não importa. O importante é que, apesar do seu silêncio, eu consigo escutar um voz mais baixa que o pensamento, me chamar. Eu queria tanto que pudesse entender as estórias que lhe conto quando estamos sozinhos, ou que pudesse pedir-me para cantar uma canção de ninar para lhe fazer dormir, nas noites quando acorda sem sono. Talvez até queira e não consegue, mas não importa. O importante é que continuo a contar-lhe estórias e a fazer-lhe poesias, pois sei que um dia irá lê-las, então, se hoje elas falam de você para o mundo, amanhã falarão de mim para você. Te amo, minha filha. É impossível existir tanto amor e tanta felicidade, e no entanto existe. E o que eu posso querer mais ? ______________________________________________________________________________________________ Hoje Déborah já me conhece e com as mãozinnhas juntas, como se segurasse nela mesma, consegue andar sozinha, para os meus braços. Eu só queria poder ter o dom para descrever tanta felicidade, no entanto a única maneira de expressar este sentimentos ainda é orvalhando os olhos. ______________________________________________________________________________________________ Transcrito do livro : “O Diário de Déborah” Autor : Vaumirtes Freire E-Mail= vaumirtes@sobral.org

Escrito por Por Vaumirtes Freire às 23h16
[   ] [ envie esta mensagem ]






Crianças APAExonadas

Elas existem, não as vemos: Em restaurantes almoçando com os pais; Nos parques de diversões, a brincar como tempo que não passa; Nos clubes sociais tomando banho de piscina Ou comendo batatinhas fritas com ketchup. Mas, elas existem e sempre existirão, No entanto não as vemos: Na praia a caminhar ou fazendo seus castelos de areia; No cinema assistindo um filme, mesmo que seja Um filme qualquer; no zoológico Ou nas praças dando pipoca aos pombos; Nem se quer ouvimos falar delas pelo seus pais, (alguns deles somente se envergonham delas), Que vergonha! Mas, onde encontra-las ? Procure o silêncio e elas estarão lá. Nunca irás encontrar nenhuma delas numa esquina Cheirando cola ou envolvidas com drogas, então, por que envergonhar-se? Irás encontrar no silêncio, a semente da paz, ao lado Daqueles que amam de verdade. Verás que elas existem sim...e sempre existirão. Algumas podem até viver ainda aprisionadas Pelo preconceito da maioria, mas existe um lugar Onde elas sempre serão libertas, iguais e prioritárias. O nome deste lugar é APAExão dos pais e amigos destas crianças especiais. estas crianças que já nascem APAExonadas pela vida. ________________________________________________________________________ Vaumirtes Freire

Escrito por Por Vaumirtes às 22h05
[   ] [ envie esta mensagem ]






[ ver mensagens anteriores ]
border=0