O Meu Silêncio
   



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Escrito por Por Vaumirtes Freire às 05h45
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Déborah

"Em seu silêncio quando me olha, peço ao tempo que passe lento, talvez assim eu possa, lê também seus pensamentos."


Escrito por Por Vaumirtes Freire às 20h24
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Pais Excepcionais



Escrito por Por Vaumirtes Freire às 22h57
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Escrito por Por Vaumirtes Freire às 23h31
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Déborah e Barbarah



Escrito por Por Vaumirtes Freire às 22h37
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Um anjo em sua carruagem mágica



Escrito por Por Vaumirtes Freire às 23h13
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Escrito por Por Vaumirtes Freire às 23h22
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Escrito por Por Vaumirtes Freire às 16h34
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Escrito por Por Vaumirtes Freire às 00h11
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Escrito por Por Vaumirtes Freire às 00h15
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E-mail : vaumirtes@sobral.org

"A lua é o nosso satélite, se olharmos ao mesmo tempo para ela, os nossos pensamentos irão se encontrar. Assim busco os silêncio de todos os meus amigos. Talvez assim os lobos e lobas se comunicam." Vaumirtes freire

Escrito por Por Vaumirtes Freire às 02h02
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Uma homenagem a Loba.



Escrito por Por Vaumirtes Freire às 21h36
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Escrito por Por Vaumirtes Freire às 21h32
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Em casa

30 de junho ( Quarta-feira ) Chegamos de Fortaleza às 09 horas. Ontem fomos ao Hospital Sarah, onde tivemos uma reunião com um médico que iria operar a Déborah, segundo ele, há possibilidade dele, através de uma cirurgia corrigir os pés dela o que possibilitaria a andar novamente. Isso seria possível se ela tivesse noção do mundo que a cerca, se Deborah ao aprender andar tivesse consciência do perigo, bem como o equilíbrio necessário para poder se deslocar sozinha. O especialista que veio de Brasília para estudar as possibilidade de operação ou não, ao saber que Déborah era uma criança especial, nos aconselhou pela a não operação, pois traria muito risco para nossa filha e não garantia que ela conseguisse andar dado ao trauma durante os meses de adaptação. Então, ficou resolvido, Déborah, o nosso anjinho azul precisará de uma carruagem mágica para se deslocar...E ontem quando havia feliz na cadeirinha de rodas do hospital, não pode também de deixá-lo de ser. Em breve, se Deus quiser iremos conseguir a sua cadeirinha.

Escrito por Por Vaumirtes Freire às 22h29
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UMA VOZ EM SILÊNCIO

Chovia. Era uma chuva fina, mais intensa. O véu de noiva que cai sobre a cidade de Sobral, nossa Princesa do Norte só era visível nos ângulos dos faróis do carro ou das luzes dos refletores que iluminava a cátedra, destacando os fios d’ água no meio da noite que já avizinhava. Sobre a ponte Dr. José Euclides, nós deslumbramos no final do contorno do espelho d’água a nova ponte que mais parecia feita de cristal encandescente refletida nas águas silenciosa que nossa princesa se banhava. Enquanto dirigia, respondia as infinitas perguntas de Barbarah. Ela questionava tudo. O por quê disso? Por que aquilo? Quem construiu aquilo? O que era aqui no passado? O passado que ela fala é sempre na época que eu era menino, segundo ela gostaria de ter me conhecido: “Você seria o meu melhor amigo, painho.“ Fala sempre, então sempre volto ao passado para lhe contar as minhas travessuras, coisa que ela adora. Percebo que Babu tem vocação para historiadora, ou quem sabe, uma grande escritora. Voltando ao nosso passeio. Enquanto Barbarah conversava comigo, no outro extremo do nosso diálogo, em silêncio como um anjo da guarda que velas nossos sonhos, Déborah observava tudo sorrindo. O carro rasgava cacos de espelhos d’água deixados pela chuva na avenida Mons. Aluízio Pinto, jogando-os sobre os canteiros como se fossem pequenos lençóis desfolhados pelo pneu. A escuridão naquela avenida era tanta que eu me sentia como um solitário vaga-lume rasgando a treva que parecia nos engolir. _ Pai, por que tanto porte aqui se não tem uma lâmpada para acender? – Observou.. _ Sabe que não sei. E sem entendermos o por que daquilo, cairmos na gargalhada. Tornei-me mais atento a estrada que a luz do carro desenhava na minha frente para em seguida sumir. Ficamos em silêncio. Neste momento Babuzinha se vira rapidamente. _ O que foi Bebê? – Perguntou. Era a Déborah que até então permanecia só nos observando, e ao notar que havíamos parado de conversar, se aproximou de Barbarah e pôs a sua mãozinha nos lábios dela como se pedisse que continuasse a fazer suas perguntas. Era essa a senha para que falássemos algo que quisesse ouvir ou perguntar. Percebi que Debinha há anos queria saber de tudo aquilo que há pouco ouviu, era como se a sua voz, prisioneira de uma síndrome em seu próprio corpo, naquele momento fugia na voz da sua irmã num momento que para mim era sublime. Desde aquela noite, sempre que saio com Déborah sozinho, eu me transformo em seu guia turistas e faço para ela as perguntas que sei que ela queria fazer. Assim passeamos todos os dias e quem passa por mim, nem sabe que no banco detrás do carro vai um anjo da guarda que me guia em caminhos de luz e de silêncio.

Escrito por Por Vaumirtes Freire às 22h21
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